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Mostrando postagens com o rótulo Crônica

Há noites que duram anos

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"Dilma Rousseff cometeu falhas graves e erros gritantes, mas sua dignidade e honra ao encarar seus algozes são motivos suficientes para minha admiração. Aprendi que é admirável sua força." (Thiago Barbosa) "Há noites que duram anos. Há dias que duram séculos. Esta foi uma noite e este será um dia. Escolhi o lado difícil da história, escolhi o lado 'justo' da história. Poderei dizer a meus futuros filhos e netos que a primeira mulher Presidenta do Brasil foi usurpada do poder por seres humanos traidores, vendidos, sem palavra e sem honra. Sob à tutela de Deputados com contas na Suíça, ex-Presidente da República desviando dinheiro para bancar, no exterior, amante e filho, Senadores traficantes de drogas, Senador que possui trabalho escravo em seus latifúndios, fanáticos religiosos e tantos outros. Esta mesma mulher, que aguentou, por três anos, a prisão, tortura física, moral e sexual, aguenta, de pé, a mesma tortura, com a devida proporção. Houve erros? Sim....

Eita geração de homens bananas!

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Quando eu digo que o mundo está de cabeça para baixo... Uma Kombi muito velha dirigida por um senhor mais velho ainda atravessa a pista na diagonal, acerta o meu carro (dentro da faixa) e homem me diz: “o senhor bateu no meu carro”. 1) Ele certou o para-lamas traseiro na altura da porta. Exatamente onde fica a cadeirinha da minha filha de 4 anos (que estava no carro no memento); 2) Como eu trafegava em baixa velocidade não pedi a direção do veículo o que poderia ter acarretado no atropelamento do casal com uma criança de colo que esperava na calçada para atravessar a rua; 3) Comecei a tirar fotos do local quando a mulher começou a me censurar: “Coitado do homem, não tem nem o que comer e fica tirando fotos da batida”. E acrescentou: “Tenha compaixão!”; 4) Convidei-a ter compaixão pagando o prejuízo que o homem me causou e continuei registrando tudo; 5) Perguntei ao senhor se a Kombi era dele. Ele colocou a mão sobre a orelha e me perguntou: “hein!!”. Conclusões: 1) Aquele se...

Dunga receberá (só) da CBF (só) 450 mil por mês

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A frase do atual técnico da seleção brasileira "eu até acho que eu sou afrodescendente" apenas evidencia a ideologia dominante no país. Segundo o jornalista Jorge Nicola , Dunga receberá (só) da CBF 450 mil por mês: metade do salário do Felipão. Conhecido internacionalmente por sua história no futebol, Dunga é referência mundial pelo cargo que ocupa. O futebol, em particular a seleção brasileira, exerce fascínio e admiração em milhões de jovens, principalmente entre os mais carentes. A despeito de gostarmos ou não do atual técnico, ele é um referencial para a sociedade e para os jogadores ávidos por uma oportunidade do “professor”, Dunga. Do outro lado, a formação acadêmica dos brasileiros tem crescido em alguns raros aspectos. Se considerarmos o doutorado o “topo” da formação, um professor titular tem piso salarial entre R$ 7.621,46 a R$ 17.057,74, segundo os Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). Conforme levantamento do site Gu...

O Cético e o Lúcido

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No ventre de uma mulher havia dois bebes. Um perguntou pro outro: "Você acredita na vida após o parto?" O outro respondeu, "Sim, claro! Tem que haver algo após o parto. Talvez estejamos aqui para nos prepararmos para o que seremos mais tarde." "Tolice," disse o primeiro, "não existe vida após o parto. Que tipo de vida seria essa?" O segundo disse, "Eu não sei, mas haverá mais luz que aqui. Talvez nós andaremos com nossas pernas e comeremos com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não entendemos agora." O primeiro respondeu, "Isso é um absurdo. Andar é impossível... E comer com nossas bocas? Ridículo! O cordão umbilical nos supre a nutrição e tudo que precisamos. Mas o cordão umbilical é tão curto, a vida após o parto é uma exclusão lógica." O segundo insistiu, "Bem, eu acho que há algo e talvez é diferente daqui. Talvez nós não precisaremos desse cordão físico mais." O primeiro responde...

Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças

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Por Fabiana Vajman Vivemos tempos frenéticos . A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças : já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente: O iPad , por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças; Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad  à mesa; Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana , algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares. Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedo...

A arte de escrever para idiotas

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Por Marcia Tiburi e Rubens Casara * Para aqueles que não lerão este artigo Em nossa cultura intelectual e jornalística surge uma nova forma retórica. Trata-se da arte de escrever para idiotas que, entre nós, tem feito muito sucesso. Pensávamos ter atingido o fundo do poço em termos de produção de idiotices para idiotas, mas proliferam subformas, subgêneros e subautores que sugerem a criação de um nova ciência. Estamos fazendo piada, mas quando se trata de pensar na forma assumida atualmente pela “voz da razão” temos que parar de rir e começar a pensar. Artigos ruins e reacionários fazem parte de jornais e revistas desde sempre, mas a arte de escrever para idiotas vem se especializando ao longo do tempo e seus artistas passam da posição de retóricos de baixa categoria para príncipes dos meios de comunicação de massa. Atualmente, idiotas de direita tem mais espaço do que idiotas de esquerda na grande mídia. Mas isso não afeta em nada a forma com que se pode escrever para i...

O galo que cantava para fazer o sol nascer

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Minha tristeza e homenagem ao grande Rubem Alves. Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e dizia para a bicharada do galinheiro: — Vou cantar para fazer o sol nascer… Ato contínuo, subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o nascente e ordenava, definitivo: — Có-có-ri-có-có… E ficava esperando. Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer, até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo. O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos e dizia: — Eu não falei? E todos ficavam biqui/abertos e respeitosos ante poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém duvidava. Tinha sido sempre assim. Também o galo-pai cantara para fazer o sol nascer, e o galo-avô. Tal poder extraordinário provocava as mais variadas reações. Primeiro, os próprios galos não estavam de acordo. E isto porque não havia um galo só. Quando a cantoria começava, de madrugada, ela ia se repetindo pelos vales e montanhas. Em ca...

Governistas x Oposicionistas

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Por Anonymous Rio A situação e a oposição não possuem diferenças, podem brigar mas compartilham o mesmo sangue, os mesmos objetivos: Conquistar poder e grana. Essa imagem feita pelo Cartunista Latuff é apenas ilustrativa, por tucanos entendam toda a multidão dos #ForaPT e por PT entenda todas as coligações que hoje fazem parte da base governista. Sim, seguiremos a ideia bipartidária que hoje domina a concepção dos governistas e oposicionistas brasileiros. Peguemos um oposicionista famoso, o Jair Messias Bolsonaro, adorado por todos os militares e direitistas convictos, defensor da ordem e dos bons costumes, que bate carteirinha na mídia ao defender a ordem e o aumento da segurança por mãos de ferro tem nada mais, nada menos que 66,7% de faltas na CESEGUR - Comissão de Segurança Pública, 86,4% de faltas na CSPCCO - Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e 100% de falta na SUBOPOL - Subcomissão Permanente para a Investigação de Denúncias e Acompanhamento de ...

Que Noé é esse?

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Vi-me obrigado a assistir o filme para depois dizer algo. Noé não é um filme bíblico, afirmam as sinopses. “ Adaptação do conto bíblico de Noé. De acordo com a Bíblia, Deus estava descontente com a perversidade dos humanos e pretendia destruí-los, poupando apenas os animais e Noé, que ele considerava o único homem justo na Terra. Assim, ele deu ordens a Noé para construir uma arca e abrigar um casal de cada espécie de animal existente na natureza, a fim de protegê-los do dilúvio.” “... 'In the beginning, there was nothing.' So starts this version of the story centered on Noah (Russell Crowe), the man entrusted by God to save the innocent animals of Earth as the rising floodwaters cleansed the planet of mankind's evil ...” “Russell Crowe stars as Noah in the film inspired by the epic story of courage, sacrifice and hope. Directed by visionary filmmaker Darren.” A comunidade ateia, inclusive, sabe disso. “ Esta versão não é a da Bíblia, é claro ... O filme simpl...

Batman, símbolo de um Brasil colônia

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A figura do ‘Batman’ nas manifestações do Rio é, ao mesmo tempo, cômica e patética. A figura do ‘Batman’, o cavaleiro das trevas, tem se destacado nas últimas manifestações no Rio de Janeiro. Por um lado, trata-se de uma figura pândega pela alusão feita ao justiceiro de Gotham City vivido pelo milionário excêntrico Bruce Wayne. Por outro, reflete a imagem de um povo sem identidade própria que busca num personagem dos quadrinhos alguma esperança de dias melhores. É divertido ver o ‘Batman’ ora acompanhando os manifestantes, ora fugindo da polícia. Ele faz pose, aparece nos jornais, dá entrevistas, fala nos palanques etc. Pode-se até tirar fotos ao lado dele. Até aí nada de mais, mas daí a acreditar no mito como se ele fosse verdade constitui uma dupla insanidade. Em primeiro lugar porque a vida real não é uma história dos quadrinhos. Em segundo lugar porque buscar, ainda que inconscientemente, a solução para problemas nos heróis é uma perda de tempo porquanto eles (desculpe pel...

Sobre vida cotidiana: Divagações

Não tenho medo de nada, nem mesmo da morte. A única coisa que realmente me apavora, que me dá calafrios na alma é o medo de não amar meu semelhante como se deve. (Leonardo Martins) A amizade e a confiança são irmãs siamesas: inseparáveis. (Leonardo Martins) A estrela já nasce brilhando. Quando ela se apaga é porque morreu. (Leonardo Martins) A maior prova do amor de Deus é liberdade que dá ao homem.  Este é livre até para dizer não àquele. (Leonardo Martins) O texto correto não é: “Maldito o homem que confia no homem”. Mas “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17,5). Ler direito faz muita diferença. (Leonardo Martins) A vida é um sopro. Melhor é fazer boas escolhas em enquanto se pode. (Leonardo Martins) O trem só é útil 1) andando; 2) nos trilhos e 3) com condutor. Parado é inútil, sem qualquer um dos dois é um desastre. (Leonardo Martins) A única verdade numa expressã...

Aprendendo a chicote

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No artigo Assimilação e acomodação já havia tratado do assunto: aprender. Agora, desejo trazer outro enfoque bem prático do nosso dia-a-dia. Se tem uma coisa que Jesus fez na vida foi ensinar. Ensinou a multidão, ensinou aos discípulos e a um grupo especial destes: os apóstolos. Tudo que fazia tinha este objetivo. Ensinou orar, a compartilhar, a buscar as ovelhas perdidas, a dar o outra face, a ser manso, a perdoar etc. Seus ensinos eram de vários tipos espirituais, sociais, psicológicos. Sua linguagem era contextualizada. Por isso falava de sal, ovelha, trigo, figueira, peixe... Seu método era totalmente pedagógico. Falava por parábolas, separava as diferentes classes (multidão, discípulos e apóstolos) e até falava diretamente aos mais graduados (escribas e fariseus). Mais do que tudo Jesus ensinava com a vida. Quando me perguntam, eu afirmo com firmeza: - Jesus pregava o que vivia e não o contrário. Porque no verdadeiro ensino a prática (o exemplo) vem sempre antes. Ora, a q...

Por quê eu não as amei?

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Elas vinham todas as noites, apresentavam-se da melhor forma possível e  eu não as amei. Algumas com roupas sóbrias, a maioria com roupas mínimas e eu nãos as amei. Como eu, elas tinham sonhos. Sonho de ser alguém, de vencer a pobreza ou o simples sonho de ser feliz. Mas, eu, eu não as amei. O que mais procuravam era serem amadas, mas eu ... eu não ... Encontravam o sustento nos prazeres e braços dos "amores" das ruas. E eu, por quê meu Deus!? por quê não as amei? Eu as olhava com desprezo, desdém ou indiferença. Algumas até emprestei meus ouvidos, e era cada história, mas amar mesmo ... não, nunca. Sim eu sabia: pedofilia, taras e assassinatos. Jovens com uma ilusão: o dinheiro fácil. Vi gente "sumir" e ninguém vir procurar, nem a mãe. Quanto a mim, repetia o slogan à minha consciência: Elas assumiram o risco da “profissão”. Vidas jogadas literalmente no lixo. Se não julguei também não amei. Meu pecado é menor por isso? Bem fez Jesus, não julgou a ...

Nunca gostei de “Mardi Gras” (Carnaval)

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A história do menino que não gostava de Carnaval. "Nem sempre fui um cristão. Bebia, fumava e vivia a vida como bem me parecia bom vive-la. Mas, diferente de maioria, nunca gostei de Carnaval" O Carnaval teve sua origem na Grécia antiga (600 a.C.). Era uma festa de gratidão aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita. Na Idade Média (500 d.C.) a celebração foi incorporada ao calendário da igreja católica seguindo o calendário lunar. O Carnaval precede a Quaresma: período 40 dias de privações e penitências marcado por jejuns (de carne, inclusive) e orações. Por isso, a terça-feira de Carnaval (o dia do feriado) ficou conhecida como " carne vale " (adeus à carne: em latim) ou “ Mardi Gras ” (terça-feira gorda: em francês). A terça é o último dia em que as pessoas podem se "entupir" de comida antes da quarta-feira de cinzas, o primeiro dia da Quaresma (período de penitências) No Brasil a festa está muito distante da sua origem religiosa grega...

A diferença está na dose

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Existe uma pequena grande diferença entre o veneno e o a vacina. É a dose. O veneno cumpre o seu papel destruidor enquanto a vacina cumpre o seu papel restaurador. Quanto mais intenso o veneno maiores são os danos causados. Alguns dos nossos sentimentos podem ser mais destruitivos que o mais terrível dos venenos porque destroem a nossa alma. O ódio é um exemplo. Willian Shakespeare disse que “Odiar alguém é como você beber o veneno e esperar que o outro morra”. Assim como sentimentos ruins, os “bons” também podem levar a morte. “Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Provérbios 16.25). Por que aquilo que parece bom pode levar a morte? A pergunta retórica do profeta esclarece. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Ora, se maus sentimentos nos levam a destruição e “bons” sentimentos também podem fazer o mesmo, então o que fazer? Em primeiro lugar evite, desvie, apague e f...

Com os faróis virados para traz ou para frente?

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Houve um tempo em que a igreja detinha o conhecimento tanto da ciência quanto de “Deus”. Foi uma época próspera diriam alguns, mas não foi sem dor. Matava-se em “nome de Deus”. As cruzadas por um lado, e o massacre dos anabatistas por outro, são exemplos de um cristianismo que nada tem a ver com o Cristo. “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas , se qualquer te bater na face direita , oferece-lhe também a outra ” (Mateus 5.39). Se era impossível àquela sociedade lutar contra Deus (na figura da igreja) era possível lutar contra o monopólio do conhecimento clerical. No século XIX comprovou-se o quanto e como haviam erros no conhecimento humano segundo as “bases bíblica”. A igreja, finalmente, perdeu o domínio do conhecimento e acabou por perder também poder sobre o destino das pessoas. A ciência desafiava a igreja e avançava de tal forma que não havia mais saída. Ou ela se fechava em seus dogmas ou se expunha ao açoite do conhecimento científico. Foi nessa época que os ...

Advogo pelo desenvolvimento, não pela natureza

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Diante de tantos discursos inflamados a favor da natureza venho aqui defender o desenvolvimento. Defender o progresso sempre, sustentável ou não. Vejam que a senhora Razão está tentando manipular as provas porque sabe muito bem que não é ela quem muda as atitudes. Portanto, trazer à baila uma defesa da natureza por ela, a Razão, é uma grande farsa. A Razão não tem autoridade para isso. Perceba, a Razão sabe que fumar faz mal mesmo assim permite a destruição do homem onde mora. Também, ela, alimenta o corpo de modo igualmente destrutivo. Ora se não cuida da sua própria morada como pretende falar do planeta? Ela é a promotora de todas as guerras (porque todas as guerras têm sempre uma Razão). Como pode então falar em preservação da vida? Também é falsa uma defesa da natureza por sua amiga, a Ciência. A senhora Ciência é ainda mais incoerente. Segundo seus próprios princípios os seres vivos sobrevivem por uma seleção natural. Portanto, se o golfinho morre por causa dos sacos plásticos...