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Mostrando postagens com o rótulo Valores e virtudes

Aristóteles: Na piada vale tudo?

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Ética a Nicômaco – Aristóteles Sobre os rudes, os espirituosos e os bufões Introdução No seu estudo sobre ética, Aristóteles busca examinar quais atitudes são virtuosas (dignas de honra e louvor) e quais são reprováveis. De modo geral as virtudes se encontram no comportamento afastado dos extremos, isto é, distantes da falta e do excesso. Edson Bani traduz as atitudes louváveis de mediania. Outros autores a chamam de meio-termo. A mediania não equivale a média matemática onde 5,5 se encontra equidistante entre 1 e 10. Sendo uma ação virtuosa, a mediania muitas vezes se encontra próxima aos extremos. A coragem está mais próxima da temeridade (o extremo do excesso) do que da covardia (o extremo da falta). A temeridade é a atitude de quem enfrenta o perigo desnecessariamente por desejar honra ou para esconder a sua covardia. De fato, o temerário parecerá corajoso aos nossos olhos. A brandura parece estar mais próxima à falta (que não tem nome) do que do excesso (a...

Alfabetização: sua origem e contexto histórico

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Por: Raquel Regina Zmorzenski Valduga Schöninger Para entendermos a Educação, hoje, e as interfaces com as Novas Tecnologias, precisamos compreender melhor como aconteceu o processo de alfabetização. É comum pensarmos na alfabetização como o resultado de um período de escolarização, como se essa tivesse nascido junto com a escola. No entanto, a alfabetização é anterior à escolarização. Conforme Cook-Gumpertz (1991), em um período anterior ao movimento da escolarização, a alfabetização já fazia parte da vida de um número significativo de pessoas, porém o valor atribuído a ela era muito diferente. A alfabetização possuía valor na vida social e na recreação das pessoas, já que a atividade econômica não era seu grande objetivo, pois naquele contexto histórico podia-se viver tranquilamente sem as habilidades de leitura e escrita. A alfabetização não era, a princípio, considerada uma possibilidade de ascensão social. Afinal, eram apenas os nobres que tinham estabilidade social garantid...

Uma andorinha só não faz verão - Aristóteles

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Assim como quem olha uma a andorinha migrando não imagina que o verão está chegando, um único ato de virtude não representa uma pessoa virtuosa. É na prática da vida, tanto mais nas situações difíceis, que se revela o caráter do indivíduo. A virtude é um valor inerente a qualquer sociedade. E ela, a sociedade, exerce grande poder de influência sobre o indivíduo porque o homem, por uma questão primária de sobrevivência, necessita pertencer a um grupo. Emile Durkheim chama este poder de influenciar de Fatos Sociais. Se por um lado, "o fato social, segundo Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem", por outro, "nem tudo o que uma pessoa faz pode ser considerado um fato social, pois, para ser identificado como tal, tem de atender a três características: coercitividade , exterioridade e generalidade ." Em outras palavras, nem todas as a...