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Vocês não sabem o que é ser um crente, de esquerda

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Por Anderson França Bom dia esquerda carioca, eu, protestante, chamado por vocês de evangélico, quero dizer uma coisa, no amor. Eu não me importo de ser diminuído como pessoa, seja do ponto de vista cognitivo ou de compreensão da realidade política, como tenho sido nessa página e no meu perfil pessoal, por ser protestante. Eu, e muitos irmãos meus, crentes, temos sido continuamente diminuídos por vocês. Mas isso não me importa. E na verdade, nunca importou. Com 6 anos, minha vó me levava pela mão à igreja, no subúrbio do Rio, passando por católicos, por butecos, por meus colegas que iam jogar bola, iam à praia com a família, mas ela me dizia para olhar para o chão. Eu olhava para o chão para não ver os sorrisos das pessoas, geralmente de deboche, para e minha vó e eu. Ela, de coque, vestido de tecido grosso, uma bíblia na mão, pernambucana de Caruaru, mãos enrugadas e de fé batista. Abandonara uma irmandade de Maria, aos 19 anos, e se lançara no protestantismo, os c...

Alfabetização: sua origem e contexto histórico

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Por: Raquel Regina Zmorzenski Valduga Schöninger Para entendermos a Educação, hoje, e as interfaces com as Novas Tecnologias, precisamos compreender melhor como aconteceu o processo de alfabetização. É comum pensarmos na alfabetização como o resultado de um período de escolarização, como se essa tivesse nascido junto com a escola. No entanto, a alfabetização é anterior à escolarização. Conforme Cook-Gumpertz (1991), em um período anterior ao movimento da escolarização, a alfabetização já fazia parte da vida de um número significativo de pessoas, porém o valor atribuído a ela era muito diferente. A alfabetização possuía valor na vida social e na recreação das pessoas, já que a atividade econômica não era seu grande objetivo, pois naquele contexto histórico podia-se viver tranquilamente sem as habilidades de leitura e escrita. A alfabetização não era, a princípio, considerada uma possibilidade de ascensão social. Afinal, eram apenas os nobres que tinham estabilidade social garantid...

Maldito Thor!

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A frase não é de Lóki, meio irmão do “deus do trovão”. É um protesto contra o colonizador que demoniza as religiões de matriz africana. Tem certeza que vai continuar lendo? Maldito Thor, de rosto liso e aparência que nos impõe os padrões de “beleza” dos colonizadores. Você nada se parece com o truculento, fedorento, ruivo e barbudo original. Da sua Ponte do Arco-íris você observa e ensina o ódio gratuito àqueles que não têm seu cabelo liso e loiro, sua pele branca nem seus olhos azuis. A mesma cor que subverteu os olhos do Senhor Jesus, estereotipado aos padrões próximos aos seus. Você com seus sacrifícios humanos agora é herói-salvador, é brinquedo gratuito dos lanches infantis.  Saiba que Yahweh sempre condenou tais sacrifícios, sejam a Moloque dos cananitas, à Shakti dos hindus, a Zeus dos gregos, a Thor dos nórdicos, aos Orixás dos africanos ou aos Xamãs dos indígenas. A todos os deuses romanos, asiáticos ou astecas, em qualquer lugar do planeta ou época da hist...