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O que é: falácia?

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O termo aqui tratado está no sentido filosófico desenvolvido a partir de Aristóteles na forma de encadeamento de ideias, mais tarde chamado de   silogismo . Portanto, estamos falando de: "Argumento capcioso que induz a erro". (Fonte:  http://www.dicio.com.br/falacia ) e "Sofisma ou engano que se faz com razões falsas ou mal deduzidas". (fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx ) Na vida cotidiana elas nos rodeiam a maior parte do tempo e nem sempre é utilizada com má intenção. Mesmo assim a falácia induz ao erro porque, em última análise, os argumentos aparentam solidez. Essa "solidez" dos argumentos dá-nos a impressão de que a conclusão é verdadeira o que torna difícil perceber quando uma sentença é falaciosa e quando ela é verdadeira.. Algumas falácias clássicas: “Todo mundo sabe ...”. Todo mundo quem? Se a resposta for incerta ou não existir, seja lá o que venha depois é falácia. Parece verdade, mas não é. “O especialista X disse ...”...

O que é: dualismo?

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Talvez não saiba do que se trata, mas 99% das pessoas pensa deste jeito. Você é uma exceção? “ Dualismo : é uma concepção filosófica ou teológica do mundo baseada na presença de dois princípios ou duas substâncias ou duas realidades opostas e inconciliáveis , irredutíveis entre si e incapazes de uma síntese final ou de recíproca subordinação”. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dualismo ). Não entendeu? É fácil. Se um está certo o outro OBRIGATORIAMENTE estará errado e vice-versa. De fato esta lógica é excelente para computadores (os número binários), é boa para estudos de ciências exatas e, é boa para questões de princípios essenciais: vida e morte, luz e trevas e assim por diante. Contudo, é horrível para situações da subjetividade humana. A começar pelas coisas mais simples do cotidiano: Não torce por um time não significa que torcer pelo “arquirrival”. Aliás, quem inventou essa tolice (arquirrival)? Não gostar de um ritmo musical não é o mesmo que gostar de outr...

Escrevo ...

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Escrevo porque não sei fazê-lo Escrevo para não esquecer Escrevo para chorar menos Escrevo para não “morrer” Se não, posso perdê-Lo, Vou esquecer, vou voltar Nas lembranças eu não me perco O escrito fica lá E quando quero desistir A letra me faz prosseguir Quando escrevo sou livre Faço com ternura ou com dor As vezes nem sei por que faço Apenas escrevo

A diferença está na dose

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Existe uma pequena grande diferença entre o veneno e o a vacina. É a dose. O veneno cumpre o seu papel destruidor enquanto a vacina cumpre o seu papel restaurador. Quanto mais intenso o veneno maiores são os danos causados. Alguns dos nossos sentimentos podem ser mais destruitivos que o mais terrível dos venenos porque destroem a nossa alma. O ódio é um exemplo. Willian Shakespeare disse que “Odiar alguém é como você beber o veneno e esperar que o outro morra”. Assim como sentimentos ruins, os “bons” também podem levar a morte. “Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Provérbios 16.25). Por que aquilo que parece bom pode levar a morte? A pergunta retórica do profeta esclarece. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Ora, se maus sentimentos nos levam a destruição e “bons” sentimentos também podem fazer o mesmo, então o que fazer? Em primeiro lugar evite, desvie, apague e f...

Com os faróis virados para traz ou para frente?

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Houve um tempo em que a igreja detinha o conhecimento tanto da ciência quanto de “Deus”. Foi uma época próspera diriam alguns, mas não foi sem dor. Matava-se em “nome de Deus”. As cruzadas por um lado, e o massacre dos anabatistas por outro, são exemplos de um cristianismo que nada tem a ver com o Cristo. “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas , se qualquer te bater na face direita , oferece-lhe também a outra ” (Mateus 5.39). Se era impossível àquela sociedade lutar contra Deus (na figura da igreja) era possível lutar contra o monopólio do conhecimento clerical. No século XIX comprovou-se o quanto e como haviam erros no conhecimento humano segundo as “bases bíblica”. A igreja, finalmente, perdeu o domínio do conhecimento e acabou por perder também poder sobre o destino das pessoas. A ciência desafiava a igreja e avançava de tal forma que não havia mais saída. Ou ela se fechava em seus dogmas ou se expunha ao açoite do conhecimento científico. Foi nessa época que os ...

Entre a Ciência e a Sapiência

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Caro sr. Roberto Marinho... Por Rubem Alves São Paulo, segunda, 17 de fevereiro de 1997. Sonhos fazem um povo. O senhor, dono da Globo, tem a potência para fazer o brasileiro sonhar. Meu pensamento, de tanto ler os poetas e interpretar sonhos, acabou por adquirir prazer especial em associações insólitas. E foi assim que aconteceu: a visão de um anjo me fez pensar no senhor. Explico-me. Perturbado pelas orgias natalinas, tratei de proteger-me contra a loucura ouvindo música sacra e revendo as obras de arte referentes ao nascimento do Menino Deus. Meus olhos se detiveram na tela "Anunciação", de Fillipo Lippi: o Anjo, ajoelhado, de perfil, lindo rosto juvenil, asas cor-de-abóbora com manchas negras, mansamente diante da Virgem Bendita, assentada, olhos castamente voltados para o chão, as Sagradas Escrituras na mão esquerda, enquanto um Pássaro, pomba, aproxima-se dela em vôo, asas abertas, e está prestes a pousar no seu colo. O Anjo trouxera o Pássaro. O Pássaro...

Josué, Calebe, Batistas

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Émile Durkheim, um dos maiores sociólogos do século XIX, foi também responsável por um dos mais belos modelos de educação da história. Escolas gratuitas para todos e ensino obrigatório dos 6 aos 13 anos são duas propostas suas aprovadas em 1882 na França. Também foi a provada uma outra proposta sua: a partir daquele ano ficou proibido formalmente o ensino da religião nas escolas francesas. O que o Brasil está fazendo? O Brasil está cumprindo, tardiamente, a lei 9.394/96 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), no que diz respeito ao ensino religioso em todas as escolas do país. Na prática, o Brasil está voltando onde Durkheim parou ainda que os contextos sejam bem diferentes. Tratando-se de uma Lei Constitucional e levando-se em conta que o Estado é laico (o Estado não interfere na religião) o órgão responsável por regulamentar o que seja ensino religioso é o MEC e não as instituições religiosas, bem diferente da época de Durkheim. Todas as instituições do chamado ensin...