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Por quê eu não as amei?

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Elas vinham todas as noites, apresentavam-se da melhor forma possível e  eu não as amei. Algumas com roupas sóbrias, a maioria com roupas mínimas e eu nãos as amei. Como eu, elas tinham sonhos. Sonho de ser alguém, de vencer a pobreza ou o simples sonho de ser feliz. Mas, eu, eu não as amei. O que mais procuravam era serem amadas, mas eu ... eu não ... Encontravam o sustento nos prazeres e braços dos "amores" das ruas. E eu, por quê meu Deus!? por quê não as amei? Eu as olhava com desprezo, desdém ou indiferença. Algumas até emprestei meus ouvidos, e era cada história, mas amar mesmo ... não, nunca. Sim eu sabia: pedofilia, taras e assassinatos. Jovens com uma ilusão: o dinheiro fácil. Vi gente "sumir" e ninguém vir procurar, nem a mãe. Quanto a mim, repetia o slogan à minha consciência: Elas assumiram o risco da “profissão”. Vidas jogadas literalmente no lixo. Se não julguei também não amei. Meu pecado é menor por isso? Bem fez Jesus, não julgou a ...

Nunca gostei de “Mardi Gras” (Carnaval)

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A história do menino que não gostava de Carnaval. "Nem sempre fui um cristão. Bebia, fumava e vivia a vida como bem me parecia bom vive-la. Mas, diferente de maioria, nunca gostei de Carnaval" O Carnaval teve sua origem na Grécia antiga (600 a.C.). Era uma festa de gratidão aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita. Na Idade Média (500 d.C.) a celebração foi incorporada ao calendário da igreja católica seguindo o calendário lunar. O Carnaval precede a Quaresma: período 40 dias de privações e penitências marcado por jejuns (de carne, inclusive) e orações. Por isso, a terça-feira de Carnaval (o dia do feriado) ficou conhecida como " carne vale " (adeus à carne: em latim) ou “ Mardi Gras ” (terça-feira gorda: em francês). A terça é o último dia em que as pessoas podem se "entupir" de comida antes da quarta-feira de cinzas, o primeiro dia da Quaresma (período de penitências) No Brasil a festa está muito distante da sua origem religiosa grega...

A "arte" de não ler

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De nada adianta ir a Faculdade e não aprender. Daí?  De nada vale ir a Faculdade e não fazer escolhas ( facultare ). 1) Tem quem não aprende nada. 2) Tem quem só concorde repetindo burramente os seus professores. 3) Tem quem discorde. Ainda que no início da estrada, este está nela e caminhando. Se na academia usa-se a razão, então vale para ela a mesma regra de leitura de qualquer livro onde se possa aprender algo. “É preciso separa preconceito e julgamento [...] Partindo da posição madura de discordar [...] você acha possível demonstrar que o autor está equivocado em algum ponto, então será preciso conduzir a controvérsia segundo três condições: 1) verifique se suas razões não são na verdade emoções que, de algum modo estão presentes, ainda que inconscientemente numa espécie de disputa e não baseadas puramente em argumentos. 2) verifique se seus pressupostos não estão contaminados de preconceitos. ‘ A boa controvérsia não deverá ser uma disputa em torno de pressuposiç...

Sobre a fé a ciência: Divagações

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O poder corrompe o coração de quase todo homem (disse quase). É algo muito forte e sedutor.  Aos poucos ele vai se entregando de modo sutil e quase imperceptível (disse quase de novo). (Leonardo Martins) A ciência perguntou ao cristianismo. – Diante da tragédia humana onde está o seu deus e a sua compaixão? O cristianismo respondeu. – No mesmo lugar onde encontra-se a sua ética e sua justiça social, no coração do homem. (Leonardo Martins) Contar para uma criança que a Vovó saiu viva da barriga do Lobo pode. Que Jonas saiu vivo da barriga do peixe não pode. Ah! entendi ... Que o Lobo Mau falou com a Chapeuzinho e a Vovó pode. Que a jumenta falou com Balaão não pode. Sei ... Dizer que papai Noel entra pela chaminé (que nem temos) pode. Dizer que Jesus pode entrar no coração não pode. Tá bom ... O adulto religioso continua contando suas histórias sub o prisma da fé, do dogma, da tradição e do que mais se queira acrescentar. Sob qual prisma continua contando suas histór...

Epistemologia: O conhecimento do que mesmo?

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Começo por uma metáfora própria. Um homem entrando numa floresta desconhecida observava tudo ao redor quando, de repente, percebeu um pântano a sua frente. Precavido, lançou mão de uma varinha com a qual tateava o pântano antes de dar o próximo passo em direção ao seu centro. A certa altura descobriu que dali em diante o pântano era muito fundo. Decidiu fincar a varinha naquele local para que outros soubessem do limite e do perigo. Satisfeito com suas descobertas, foi embora. Veio um segundo homem a explorar a mesma floresta deparando-se com a varinha demarcando o meio do pântano. Então, amarrou outras varinhas na primeira fazendo uma frágil e pequena cerca. Vindo um terceiro homem e, encontrando a cerca, resolveu cobri-la com folhas como se fosse uma cabana. Tudo um único ponto de apoio, a primeira varinha. Vindo um quarto homem que, como os outros, não sabia o que encontraria na floresta, achou a “cabana” e pôs-lhe portas, janelas e muros de alvenaria. Finalmente, vindo um último...

Convite: Aniversário da Reforma (5 Solas).

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Dia 31 de outubro, aniversário da Reforma Protestante. Saiba o que foi a Reforma e qual o seu significado para nós ainda hoje. Confira ...

Líder ou responsável?

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Aquela turma era excelente. O ingresso por concurso já estabelecia um nível de alunos acima da média brasileira, mas aquela turma... No segundo ano, o aluno mais maduro e estudioso foi eleito representante da turma dando início também a sua caminhada "política" na escola. Ele se aproximou do Grêmio Estudantil. Apesar do seu excelente caráter via-se obrigado a não ser tão frequente as aulas dado o seu real compromisso com seus representados. Certa feita todos os estudantes se envolveram numa passeata. Eu, sempre apoie movimentos políticos legítimos e como os amava alertei-os para o perigo de tornarem-se massa de manobra, naquele caso específico. A decisão final, contudo, seria pessoal; sem transferências de responsabilidade. Cada um haveria de assumir o ônus e bônus da sua escolha. Assistir aula ou ir à passeata. E, claro, a turma se dividiu. Uns foram e outros ficaram. Acontece que eu não poderia dar presença para os que foram. Se algo ruim acontecesse meu diário servi...