terça-feira, 2 de abril de 2013

Aprendendo a chicote

No artigo Assimilação e acomodação já havia tratado do assunto: aprender. Agora, desejo trazer outro enfoque bem prático do nosso dia-a-dia.

Se tem uma coisa que Jesus fez na vida foi ensinar. Ensinou a multidão, ensinou aos discípulos e a um grupo especial destes: os apóstolos. Tudo que fazia tinha este objetivo. Ensinou orar, a compartilhar, a buscar as ovelhas perdidas, a dar o outra face, a ser manso, a perdoar etc.

Seus ensinos eram de vários tipos espirituais, sociais, psicológicos. Sua linguagem era contextualizada. Por isso falava de sal, ovelha, trigo, figueira, peixe... Seu método era totalmente pedagógico. Falava por parábolas, separava as diferentes classes (multidão, discípulos e apóstolos) e até falava diretamente aos mais graduados (escribas e fariseus).

Mais do que tudo Jesus ensinava com a vida. Quando me perguntam, eu afirmo com firmeza: - Jesus pregava o que vivia e não o contrário. Porque no verdadeiro ensino a prática (o exemplo) vem sempre antes.

Ora, a questão fica para os ensinados (não gosto da palavra aluno). Nem sempre aprenderam, nem sempre viveram, nem sempre acomodaram (ver o artigo citado).

Portanto, quando alguém é um excelente exemplo para seus liderados e estes não o representam, não o assimilam, das duas uma. 1) Ou ele não era de fato um bom mestre 2) ou seus ensinados são pessoas da pior espécie de gente que existe. Reconhecem as qualidades do mestre e até as defendem, mas não usam nenhuma delas (não assimilam). São piores que os animais. Estes ao menos podem ser adestrados - a chicote, às vezes, mas são.

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