terça-feira, 28 de junho de 2011

Heterofobia

O assunto não é novo, mas já está passando dos limites. Que não se pode discriminar isso é claro, mesmo assim há, sim, muita discriminação. Também há leis que protegem aqueles que são discriminados. Leis que, como tantas outras, não funcionam.
É por essas e outras que é importante garantir o direito dos homossexuais. Direitos da pessoa humana. Mas isso já está passando dos limites.

Ora, a PL 122 é inconstitucional, principalmente porque é também discriminatória. E, apesar de toda ortodoxia, não se pode garantir um direito removendo os outros (o Estado é laico). Mesmo porquê uma pessoa um pouco mais inteligente não faria tal redação deixando tantos pontos em aberto. Mas o que realmente incomoda é a imposição a que estamos sendo submetidos.

Quero reivindicar o meu direito individual como pessoa humana  de também se manifestar, direito de escolher e direito de expressar os valores nos quais acredito: o direito de ser hetero! Será que teremos que propor uma lei que nos garantam tal direito? Parece que sim.

Declarar-se hetero (muito diferente das agressões e ofensas que são proferidas aos homossexuais) é também um direito. O mesmo que eles têm e por isso o estão reivindicando. O que está acontecendo é uma violação de direitos. Do meu direito de ser o que sou; sem ser censurando ou acusado de discriminação; sem ser ridicularizado e chamado de homofóbico; sem ser agredido verbal e moralmente porque penso diferente.

Isso já passou muito do limite. O limite do direito. Como diria mamãe: “O meu direito termina onde começa o do outro”.  Isso vale para mim (o meu direito), mas vale para o outro também.  Porque o direito do outro também termina onde começa o meu.

sábado, 25 de junho de 2011

Ministros da Palavra sem palavra

Isso pode acontecer a qualquer um, prometer e não cumprir. Quantas vezes fazemos promessas movidos pela emoção? Quantas vezes o infortúnio nos surpreende e não honramos nossa palavra? Quantas simplesmente esquecemos o combinado? Espero que para três perguntas a resposta seja a mesma: Raramente.
É vergonhoso perceber o quanto cauterizamos nossa consciência a ponto de acharmos natural prometer e não cumprir. Parece que isso não traz nenhum incômodo as pessoas nestes tempos.
Não falo de mentir, algo igualmente comum atualmente, falo de honrar a palavra que se diz. Falo de Combinar e cumprir, falo de “ser alguém de palavra”.
Se alguém supõe tratar-se dos nossos políticos engana-se. Falo dos ministros da Palavra. Daqueles que tentam impor a Verdade revelada como Palavra de Deus, contudo, eles mesmos não têm palavra.
Se não, por que o discurso não corresponde à prática? Porque refirmam suas falas mesmo quando são revelados contraditórios? Se estivéssemos tratando de um deslize, o qual todos nós estamos sujeitos, por que eles insistem na mesma oratória? Por que não pedem desculpas?
Trata-se sim, de falta de palavra. Não digo mentira porque a isto pressuporia a intencionalidade de enganar. Falta de palavra aqui entenda-se como pressuposto de acreditar tudo que se faz é o melhor, o mais correto. Quando combina e não cumpre é porque teve um bom motivo (sempre têm). Bom? sob qual ponto de vista? Sob o ponto de vista de quem não honra sua palavra porque está sempre certo.

Isso é muito claro, por exemplo, no líder religioso em começo de carreira. Prega a Verdade e não negocia ou relativiza as coisas de Deus. Até aí tudo bem. Mas o problema é que este critica os outros que assim o fazem. Mas...
Tão logo assume uma posição confortável o discurso muda. Por quê? Porque esse está sempre certo, tanto quando condena como quando aprova.Sua palavra é dúbia, é efêmera e vazia. Hoje afirma com veemência amanhã nega do mesmo modo. E pior, não vê contradição nisso.
Ministros da Palavra, Palavra da Verdade, mas ministros sem palavra e sem verdade.

Se os valores de uma sociedade baseiam-se em fundamentos e nos guardiões destes fundamentos, para onde vão as religiões que acreditam em Ministros da Palavra sem palavra?

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