sábado, 27 de junho de 2015

Dunga receberá (só) da CBF (só) 450 mil por mês

A frase do atual técnico da seleção brasileira "eu até acho que eu sou afrodescendente" apenas evidencia a ideologia dominante no país. Segundo o jornalista Jorge Nicola, Dunga receberá (só) da CBF 450 mil por mês: metade do salário do Felipão. Conhecido internacionalmente por sua história no futebol, Dunga é referência mundial pelo cargo que ocupa. O futebol, em particular a seleção brasileira, exerce fascínio e admiração em milhões de jovens, principalmente entre os mais carentes. A despeito de gostarmos ou não do atual técnico, ele é um referencial para a sociedade e para os jogadores ávidos por uma oportunidade do “professor”, Dunga.

Do outro lado, a formação acadêmica dos brasileiros tem crescido em alguns raros aspectos. Se considerarmos o doutorado o “topo” da formação, um professor titular tem piso salarial entre R$ 7.621,46 a R$ 17.057,74, segundo os Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). Conforme levantamento do site Guia da Carreira, “o Brasil tem aproximadamente 121 mil professores universitários com doutorado”, 70% deles trabalham em universidades públicas.

Seria irracionalmente desnecessário comparar ambas as profissões sob os pontos de vista: formação, tempo de preparação, habilidades necessárias para o cargo e remuneração. Isso é o que chamamos de o óbvio ululante. A questão aqui é pensar na relevância de ambos para o país. Se por um lado uma Nação não se constrói apenas com doutores (embora não se possa prescindir deles) por outro, não se constrói uma Nação com celebridades do futebol e, ultimamente, nem campeões.

Portanto, a frase do Dunga, entre outras igualmente “célebres” proferidas nos meios futebolísticos, reflete a relação de importância entre a formação acadêmica e a profissão mais cobiçada pelos jovens do país, em particular, aqueles com menos acesso a educação e a cultura.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Cético e o Lúcido

No ventre de uma mulher havia dois bebes.
Um perguntou pro outro:
"Você acredita na vida após o parto?"

O outro respondeu, "Sim, claro! Tem que haver algo após o parto. Talvez estejamos aqui para nos prepararmos para o que seremos mais tarde."
"Tolice," disse o primeiro, "não existe vida após o parto. Que tipo de vida seria essa?"

O segundo disse, "Eu não sei, mas haverá mais luz que aqui. Talvez nós andaremos com nossas pernas e comeremos com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não entendemos agora."

O primeiro respondeu, "Isso é um absurdo. Andar é impossível... E comer com nossas bocas? Ridículo! O cordão umbilical nos supre a nutrição e tudo que precisamos. Mas o cordão umbilical é tão curto, a vida após o parto é uma exclusão lógica."

O segundo insistiu, "Bem, eu acho que há algo e talvez é diferente daqui. Talvez nós não precisaremos desse cordão físico mais."

O primeiro respondeu, "Tolice, e além do mais, se há vida, porque ninguém nunca voltou de lá? O parto é o fim da vida e após o parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. O parto nos leva à lugar nenhum."

"Bem, eu não sei," disse o segundo, "mas certamente nós conheceremos a Mãe e Ela cuidará de nós."

O primeiro respondeu "Mãe? Você realmente acredita em Mãe? Isso é risível. Se a Mãe existe então onde Ela está agora?"

O segundo respondeu "Ela está em todo nosso redor. Nós somos cercados por Ela, nós somos Dela, é Nela que vivemos, sem Ela esse mundo não existiria."

O primeiro disse, "Bem, eu não vejo Ela, então é logico que Ela não existe."

O segundo respondeu, "Às vezes, quando você estiver em silêncio e focar e realmente escutar, você poderá perceber a presença Dela e você poderá ouvir a amável voz Dela, chamando lá de cima."

- Útmutató a Léleknek

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