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Mostrando postagens de 2016

Vocês não sabem o que é ser um crente, de esquerda

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Por Anderson França Bom dia esquerda carioca, eu, protestante, chamado por vocês de evangélico, quero dizer uma coisa, no amor. Eu não me importo de ser diminuído como pessoa, seja do ponto de vista cognitivo ou de compreensão da realidade política, como tenho sido nessa página e no meu perfil pessoal, por ser protestante. Eu, e muitos irmãos meus, crentes, temos sido continuamente diminuídos por vocês. Mas isso não me importa. E na verdade, nunca importou. Com 6 anos, minha vó me levava pela mão à igreja, no subúrbio do Rio, passando por católicos, por butecos, por meus colegas que iam jogar bola, iam à praia com a família, mas ela me dizia para olhar para o chão. Eu olhava para o chão para não ver os sorrisos das pessoas, geralmente de deboche, para e minha vó e eu. Ela, de coque, vestido de tecido grosso, uma bíblia na mão, pernambucana de Caruaru, mãos enrugadas e de fé batista. Abandonara uma irmandade de Maria, aos 19 anos, e se lançara no protestantismo, os c

Alfabetização: sua origem e contexto histórico

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Por: Raquel Regina Zmorzenski Valduga Schöninger Para entendermos a Educação, hoje, e as interfaces com as Novas Tecnologias, precisamos compreender melhor como aconteceu o processo de alfabetização. É comum pensarmos na alfabetização como o resultado de um período de escolarização, como se essa tivesse nascido junto com a escola. No entanto, a alfabetização é anterior à escolarização. Conforme Cook-Gumpertz (1991), em um período anterior ao movimento da escolarização, a alfabetização já fazia parte da vida de um número significativo de pessoas, porém o valor atribuído a ela era muito diferente. A alfabetização possuía valor na vida social e na recreação das pessoas, já que a atividade econômica não era seu grande objetivo, pois naquele contexto histórico podia-se viver tranquilamente sem as habilidades de leitura e escrita. A alfabetização não era, a princípio, considerada uma possibilidade de ascensão social. Afinal, eram apenas os nobres que tinham estabilidade social garantid

Ninguém vai conseguir resistir sozinho

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Por Alessandra Orofino Hoje quero escrever para os amigos, conhecidos, e conhecidos de conhecidos que vestiram verde e amarelo. Que foram pra rua pedir que Dilma caísse. E que estão vendo essa demanda ser atendida. Quero dizer que eu também não estava satisfeita com o governo dela, em aliança com o PMDB. Que fiquei chocada, triste e envergonhada ao constatar o tamanho do buraco da corrupção na Petrobrás. Preocupada com a economia. E cansada de tanto escândalo, de tanto dinheiro suado e honesto indo parar nas mãos de quem nem trabalha nem entende o que é honestidade. Quero dizer que além de tudo isso, me incomodava sua recusa em dialogar com a sociedade, repetidas vezes. Seu desenvolvimentismo ecocida. Seu desprezo por qualquer minoria que se colocasse no caminho desse projeto. Suas alianças com os coronéis de outrora e os prefeitos arrogantes de hoje. E era por tudo isso que eu estava me cercando de gente que gosto e admiro, para fazer pressão durante os próximos anos. Para di

Uma andorinha só não faz verão - Aristóteles

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Assim como quem olha uma a andorinha migrando não imagina que o verão está chegando, um único ato de virtude não representa uma pessoa virtuosa. É na prática da vida, tanto mais nas situações difíceis, que se revela o caráter do indivíduo. A virtude é um valor inerente a qualquer sociedade. E ela, a sociedade, exerce grande poder de influência sobre o indivíduo porque o homem, por uma questão primária de sobrevivência, necessita pertencer a um grupo. Emile Durkheim chama este poder de influenciar de Fatos Sociais. Se por um lado, "o fato social, segundo Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem", por outro, "nem tudo o que uma pessoa faz pode ser considerado um fato social, pois, para ser identificado como tal, tem de atender a três características: coercitividade , exterioridade e generalidade ." Em outras palavras, nem todas as a

Uma Ferramenta, Muitas Possibilidades – O Podcast

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Por: Vinicius Sirvinskas Você já ouviu falar sobre podcast? Se você convive comigo com certeza ouviu, já que sou fã inveterado dessa ferramenta. Caso você seja antenado em tecnologia também conhece a mídia e provavelmente faz bom proveito dela. Agora, se você não me conhece (acho que a maioria dos que estão lendo… Rs), não gosta de tecnologia e, por isso não conhece podcast, saiba que está perdendo um mundo de possibilidades. Assim como a TV, o rádio e o jornal, o podcast é uma mídia de transmissão de informações (pela internet e geralmente áudio). Porém, a sua vantagem primordial é o conteúdo sob demanda e a mobilidade. Logo, você pode ouvir podcast quando, onde e sobre o que quiser. Podemos encontrar podcasts que ensinam uma nova língua, podcasts de humor e entretenimento, podcasts sobre Historia e Ciência, muitos sobre tecnologia e mais uma infinidade de assuntos. Esse post pretende inaugurar a categoria de indicação de podcasts em nosso blog. Como somos um blog que trata de

Maldito Thor!

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A frase não é de Lóki, meio irmão do “deus do trovão”. É um protesto contra o colonizador que demoniza as religiões de matriz africana. Tem certeza que vai continuar lendo? Maldito Thor, de rosto liso e aparência que nos impõe os padrões de “beleza” dos colonizadores. Você nada se parece com o truculento, fedorento, ruivo e barbudo original. Da sua Ponte do Arco-íris você observa e ensina o ódio gratuito àqueles que não têm seu cabelo liso e loiro, sua pele branca nem seus olhos azuis. A mesma cor que subverteu os olhos do Senhor Jesus, estereotipado aos padrões próximos aos seus. Você com seus sacrifícios humanos agora é herói-salvador, é brinquedo gratuito dos lanches infantis.  Saiba que Yahweh sempre condenou tais sacrifícios, sejam a Moloque dos cananitas, à Shakti dos hindus, a Zeus dos gregos, a Thor dos nórdicos, aos Orixás dos africanos ou aos Xamãs dos indígenas. A todos os deuses romanos, asiáticos ou astecas, em qualquer lugar do planeta ou época da história, o SENHOR

Há noites que duram anos

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"Dilma Rousseff cometeu falhas graves e erros gritantes, mas sua dignidade e honra ao encarar seus algozes são motivos suficientes para minha admiração. Aprendi que é admirável sua força." (Thiago Barbosa) "Há noites que duram anos. Há dias que duram séculos. Esta foi uma noite e este será um dia. Escolhi o lado difícil da história, escolhi o lado 'justo' da história. Poderei dizer a meus futuros filhos e netos que a primeira mulher Presidenta do Brasil foi usurpada do poder por seres humanos traidores, vendidos, sem palavra e sem honra. Sob à tutela de Deputados com contas na Suíça, ex-Presidente da República desviando dinheiro para bancar, no exterior, amante e filho, Senadores traficantes de drogas, Senador que possui trabalho escravo em seus latifúndios, fanáticos religiosos e tantos outros. Esta mesma mulher, que aguentou, por três anos, a prisão, tortura física, moral e sexual, aguenta, de pé, a mesma tortura, com a devida proporção. Houve erros? Sim.

A Revolução dos Bichos

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Animal Farm , A Revolução dos Bichos , O Porco Triunfante , O Triunfo dos Porcos ou A Quinta dos Animais é um romance satírico do escritor inglês George Orwell, publicado no Reino Unido em 17 de agosto de 1945 e apontado pela revista americana Time entre os cem melhores da língua inglesa. A sátira feita pelo livro à União Soviética comunista obteve o 31º lugar na lista dos melhores romances do século XX organizada pela Modern Library List. O livro narra uma história de corrupção e traição e recorre a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas e demolir o "paraíso comunista" proposto pela Rússia na época de Stalin. A revolta dos animais da quinta contra os humanos é liderada pelos porcos Bola-de-Neve (Snowball) e Napoleão (Napoleon). Os animais tentam criar uma sociedade utópica, porém Napoleão, seduzido pelo poder, afasta Bola-de-Neve e estabelece uma ditadura tão corrupta quanto a sociedade de humanos. Para o autor, um socialista democrático e membro do

Nada é de graça: Como capturar porcos selvagens

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Nada é de graça: como capturar porcos selvagens Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem. O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível". No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?" O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada. "Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dia